Institucional

Do sonho à realidade

Colaboradores da Porto Freire têm casas reformadas a partir do projeto “Sou mais ação”, iniciado no ano passado. Trata-se de mais uma iniciativa de compromisso social da construtora.

Era um dia de chuva quando o servente Igor de Araújo Rocha, 21 anos, abriu a porta para nos receber. Cheirando a nova, a sua casa é o destaque da rua onde mora pelo tom amarelo da fachada. Olhando de baixo para cima, chega a ser poético ver a casinha cor de ouro com nuvens sobre o teto. Nada mais apropriado, já que para Igor e sua família, a casa é de fato uma joia.

Igor é tímido. Escorado em uma das paredes, buscava atender bem àquela “comitiva”, mas decerto parecia achar, no mínimo, inusitado participar de uma reportagem. Nenhuma expressão em seu rosto sobressaia naquele momento, mas seu olhar dizia uma imensidão. E bastou ser perguntado sobre como se sentia em seu novo lar, para o rapaz de origem humilde e que até pouco tempo morava em um barraco, abrir um sorriso. “Quando você é muito pobre, sonha, mas não imagina que seu sonho vai virar realidade. Agora eu vivo meu sonho acordado”, disse.

Sonhar acordado, para Igor, é saber que sua esposa e seu filho recém-nascido estavam, naquela manhã, descansando enquanto a chuva teimava em cair lá fora e ele abria a janela para admirar o verde que brotava na porta de casa. Sonhar acordado é se deparar com a generosidade dos amigos, que indicaram o seu nome para o “Sou mais ação”, projeto idealizado pela Porto Freire Engenharia, e que consiste na reforma de casas de colaboradores das obras da construtora. Através deste programa, parte do material destinado à construção de edifícios no Parque del Sol é doado para reformar  residências de funcionários selecionados por critérios como assiduidade e produtividade.

“Em 2017, foram selecionados cinco colaboradores das obras do Valência, Montblanc, Solaris, Madri e Ávila. O valor que estipulamos como orçamento para cada intervenção foi de cinco mil reais. Como o Igor morava em um barraco, decidimos construir a casa inteira em um terreno que ele havia conseguido comprar. Na verdade, o nome dele foi sugerido pelos colegas de trabalho. Foi uma atitude de muita generosidade”, destaca o engenheiro Andson Moreira, responsável pelas obras no empreendimento Portal de Ávila.

 

O mestre de obras Jacinto José de Araújo, tio de Igor, ratifica as palavras de Andson. “Eu via a situação dele (Igor) e ficava muito triste. Quando a turma decidiu dar essa oportunidade, foi emocionante. A gente colocou essa casa de pé. Nosso sentimento é de irmandade”, ressalta.

Novos sonhos

De acordo com Andson Moreira, em 2018 serão selecionados pelo menos outros três colaboradores para o benefício. “Estamos decidindo com a diretoria como ficará a execução dos prazos, já que estamos concluindo as obras do primeiro grupo selecionado. A casa do Igor, que conta com sala, cozinha, quarto e banheiro, ficou pronta em 45 dias. Construímos esta casa pensando na durabilidade”, explica.

Ainda sobre o projeto, a analista de Desenvolvimento Humano da Porto Freire, Beatriz Petter, chama atenção para o fato da construtora sempre manter o olhar de cuidado em relação a cada colaborador, buscando as formas de contribuir para o seu crescimento pessoal e profissional, através da elaboração de uma gama de projetos que atuam nessas duas áreas. “Quando valorizamos o profissional e a pessoa, não só conquistamos resultados, mas contribuímos com o desenvolvimento das pessoas,” ressalta.

Inclusão

A declaração da analista se sustenta na política de inclusão social e de capacitação realizada pela Porto Freire. O “Sou mais ação” é um dos vários projetos idealizados em benefício dos funcionários da empresa. O “Educar Aprendendo”, por exemplo, iniciado em 2015, já formou 60 colaboradores nos ensinos fundamental e médio (conferir a matéria “O Poder da Vontade”, também nesta edição).

O compromisso social da construtora também encontra vazão no projeto “Reconstruir”. Quem explica é a diretora Adriana Freire. “A proposta é contratar pessoas que estejam cumprindo pena nos regimes semiaberto e aberto, bem como egressos, para trabalharem nos canteiros de obras. Para nós, o retorno dessas pessoas ao mercado de trabalho colabora na sua recuperação”, avalia.

A diretora técnica, Tatiana Freire, faz coro. “O papel da Porto Freire neste projeto é receber e empregar essas pessoas, oferecendo condições de trabalho e recebendo a equipe multidisciplinar do TJCE (Tribunal de Justiça do Estado do Ceará) para acompanhamento em suas atividades diárias”, conclui.

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